quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Passo de hoje, caminho do amanhã

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- Bonito dia hoje não acha?!

Falou o velho senhor ao meu lado.

- Sim...sim, com toda a certeza!

Respondi olhando para o céu e cegando-me com o raio solar. Era uma bela manhã de uma semana qualquer, esperava o ônibus em uma cidade do interior para ir para a cidade vizinha resolver alguns problemas. Ali passavam algumas pessoas simples, com roupas tradicionalmente interioranas e seus chapéus, e todos os presentes sempre cumprimentavam uns aos outros, quando não tinha uma aglomeração de pessoas conversando. Apreciava tudo aquilo desde o cachorro que vagava pela rodoviária até o ônibus que chegava empoeirado de terra, talvez sejam duas coisas que não podem faltar em rodoviárias de interior.

Fumava um cigarro e conversava com um velho senhor, que por sinal sabia agradar com uma boa conversa, foi então que por um momento que olhava os carros trafegarem vi um rosto que me chamou a atenção, um rosto feminino. “Nossa, que linda!”, tinha pensado comigo mesmo, antes mesmo de terminar meu pensamento fui pego de surpresa por um sorriso que recebi dela. Na hora congelou minha espinha, fazia certo tempo que não sentia nada parecido, então se foi do mesmo jeito que apareceu. Tinha sido pego de surpresa, ao parecer fui nocauteado por um gesto tão singelo.

Olhei para o relógio empoeirado da rodoviária, olhei para o chão de paralelepípedo, para o ônibus que chegava e para o senhor que conversava comigo, suspirei alto, cocei o queixo e tirei o óculos escuro para dar uma limpada.

- Desculpa senhor, não ouvi a última parte que o senhor disse.

Não foi nada demais, nenhuma história impressionante, e nada que nunca tenha acontecido, mas tinha aprendido uma nova lição. Tinha esquecido de como gosto de me contentar com pouco.

2 comentários:

Gui Maldotti disse...

Pow q texto singelo, humilde!
tipo naum foi nada de mais e tal...
legal hein! simplicidade as vezes é algo mt bom!

Thiago Gacciona disse...

Quando paramos pra pensar, percebemos muito o que acontece a nossa volta e nem nos damos conta.
Deveríamos parar para escutar todos que pudéssemos. Por mais simples, sempre aprendemos alguma coisa.