segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Conselhos noturnos

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Não são muitas às vezes em que consigo sentir que o dever foi cumprido após uma grande noite regada a álcool e diversão. Inúmeras foram elas na quais cheguei em casa de mãos abanando. Os tempos hoje mudaram.

Quando era garoto, o ócio não me preocupava tanto assim. Nem mesmo um pouco. Mas hoje sei que deixei de correr atrás de muita coisa. E no momento em que fiquei encurralado, sem ter por onde correr, o sucesso me apertou as mãos com força e sussurrou ao meu ouvido:

“Acredite! Nunca deixe de acreditar!”

Levantei-me sem utilizar as mãos. Tinha forças novamente. O que raramente acontecia, passou a estar cada vez mais presente em minha vida boêmia.

Agrada-me voltar ao lar com um belo sorriso no rosto. Mas não é sempre que acordo e continuo a andar pelo caminho no qual parei na noite anterior. Geralmente sigo na direção oposta e paro em frente ao ponto de partida mais uma vez.

Algumas companhias são boas somente por algumas horas. Em muitos casos, nem isso. É engraçado que podemos ser íntimos sem que nunca tivéssemos trocado uma frase sequer e que podemos nos deixar levar por um desejo carnal que, como homens, não conseguimos controlar.

Essa nova postura tem me rendido bons frutos, alguns podres é claro, mas é só ter atenção na hora de selecioná-los.

2 comentários:

Gui Maldotti disse...

Nosssa velho1 eu teria escreto um texto com as mesmas motivações e preocupações! disse tudoq eu penso!
só uma frase é mhlor q esse texto:
dudududuud pá!!!!!!
abraço!

D.™ Rocha disse...

"...o dia mente a cor da noite..."
a vida boêmia é mil vezes melhor que qualquer outra, está no caminho certo sim =)