terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Nobres vagabundos

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Ainda não me esqueci daqueles momentos que ficávamos de bobeira na rua com chinelos nos pés, sentados sobre o morro de terra e encostados sobre o poste de madeira. Pintávamos os quadros da vida, cada um com sua tonalidade e sentimento. Personalidades diferentes unidos pela amizade sincera criada ao longo dos anos. O uso do material não era necessário quando pensávamos que tínhamos o mundo para nós, tudo isso a um passo da calçada. Pequenos pés que corriam para serem felizes.

O tempo toma conta de enterrar o passado, mas ainda não possui tal habilidade de apagar as lembranças. Nobres vagabundos da poesia do amanhã. Garotos viram homens e pedras viram pó, ao som das garrafas de plástico que corria em meio a tantos pés cheios de alegria. Cada um em seu canto olha para trás sobre os ombros e sorri.

Sim, ali deixamos histórias que se tornaram lembranças agradáveis, não só para nós como para quem passou nas nossas vidas. Éramos reis de um império extenso, naquela época nunca pareceu tão grandiosa nossa rua de terra. A vida encarregou de colocar responsabilidades sobre nossas cabeças, mas juntos sempre lembraremos que somos os nobres vagabundos.


Dedicado à mulecada (hoje homens!) da Vila Petrópolis e região.

4 comentários:

Gui Maldotti disse...

Pooorrra mano mt loco esse texto!
várias frases de efeito! MT BEM ESCRITO HEIN! ta fodão!
no aguardo do livro.. hahhaa braço!

Gaia disse...

Muito bom este texto hein!!!..Continue sempre assim Paolo esta escrevendo cada vez melhor. Concordo com nosso amigo, estou a epera do livro!!!..abraxx

Jennifer Morales disse...

Parabéns pelo texto!!!

Jennifer Morales disse...

Parabéns pelo texto!!!