terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ao som da estrada

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Ganhava a estrada ao som de Jet. Descíamos e subíamos a estrada repleta de montanhas pelos dois lados. Fazia tempo que não me afogava plenamente em paisagens um tanto que naturais. Lá havia muito mais que árvores, grama, pedras e alguns bois espalhados pelo pasto. Tinha a calmaria de que vinha buscando há algum tempo. Não tinha pessoas com seus veículos babando de raiva tentando passar por cima de qualquer coisa pra chegar desesperadamente ao seu medíocre trabalho. Tínhamos a música e nossos sonhos. Nossos gostos e desejos. Não era nada demais.

Simplesmente estávamos ali. Nós estávamos ali. Parei de pensar por um instante. Queria somente ficar calado por algum tempo. A chuva de pensamentos me pegou desprevenido. Futuro, tranqüilidade, relacionamento, sexo, amores, decepções, esperança, desapegos, amizades, música. De repente me deparo com uma realidade distante da quê muitos tinham escrito para mim. Achei fantástico. Além de surpreender á mim mesmo ainda fazia as pessoas acreditarem que realmente me conhecem. A janela da minha alma era escura demais para ver através de meus olhos negros.

Um comentário:

Gui Maldotti disse...

Big black boots! Long Brown hair!

hahahha!
é mano! Foi estaile deu pra pensar numa vida mais simples! e sabe q maior lição que tirei desse fds?!
Cho chua cada macaco no seu galho, cho chua eu não me canso de falar!
hahahha abraço mano! A Grande Viagem ainda esta por vir!