terça-feira, 9 de setembro de 2008

Feminina

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Tinha-lhe falado em suas orelhas durante seis longos meses. Havia lhe dito as mais belas palavras que dispunha de meu extenso vocabulário, às vezes muito romântico, outras um tanto que safadas. Mas era cativante a maneira como ela sorria, me esforçava ao máximo para fazê-la de qualquer maneira dar um sorriso que seja. Elogiava tudo nela, tudo que se podia imaginar e não poupava quaisquer esforços.

Ainda me recordo quando ela havia pisado em um punhado de terra, simplesmente havia lhe feito um poema para expressar tamanha perfeição que era sua silhueta. Não tinha salário que conseguisse sustentar tamanha apreciação por ela. Flores eram ofuscadas pela enorme beleza de seus olhos e seus ondulados cabelos faziam minha imaginação navegar em profundos delírios. Por mais perto que tivesse de sua pessoa parecia que nunca era perto o suficiente.

Ela dançava em torno da mais bela paisagem ou simplesmente a paisagem que dançava em torno dela. Caráter forte mas com a belíssima fragilidade feminina. Graciosa ao andar ela tinha as mais longas e bonitas pernas que qualquer pintor, por mais perfeccionista que ele fosse, jamais imaginaria pintar em suas obras. Não possuía somente a sorte de ter uma beleza admirável como também era lhe atribuída uma inteligência incomparável.

Para mim o seu melhor perfume era quando não usava perfume algum. Havia muitos dias que pensava que jamais iria encontrar tal mulher, tinha sido exigentes com o passar dos anos. Tão diferentes eram suas idéias, confusas e loucas para muitos, mas para mim tinha significado. Estava ela em minha vida não para ser compreendida mas sim para ser amada.

2 comentários:

Gui Maldotti disse...

O problema é que ela naum gostava de mobilet! hahah!
é mano dificíl nos safarmos da idealização da minas!

Anônimo disse...

......lindo