sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Em uma busca eterna pela felicidade

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Mais três, sete ou quinze anos correndo atrás de algo que ainda não sei o que é. Pergunto-me, uma vez ou outra, porque é tão difícil descobrir por onde começar? Por onde seguir? Para que tentar? Talvez seja essa a graça do mundo. A incógnita que cerca cada um de nós.

Minha criatividade não anda lá essas coisas. Tem sido difícil compor. As idéias surgem, mas o feeling não acompanha o meu raciocínio. O que aconteceu com o mundo? Não vejo a luz do sol a mais de duas semanas. Apenas chuva, frio e nuvens no céu. Não é de se estranhar que não temos vontade de fazer nada ou que a taxa de suicídio tenha aumentado 40% na última semana.

Como as pessoas podem passar horas conversando sobre coisas que não possuem a mínima importância? Preciso acabar com essa revolta. Talvez um emprego me ajudaria. Mas trabalhar em um lugar qualquer, com um chefe desnecessário, colegas inúteis, puxa-sacos que nunca sorriem, ao lado de preocupações sem sentido, tendo que cumprir a meta para justificar a política da empresa que de nenhum modo afetará simbolicamente a minha vida igual a ¾ do planeta fazem ou se preocupam em fazer e se matam para continuar fazendo, me mostram que há alguma coisa muito errada com o mundo ou ainda não me enquadrei nos termos corretos da sociedade.

Há dias em que tudo parece tão idiota. Vou começar a andar pela contra-mão. Talvez chegue em algum lugar ou em lugar nenhum, mas pelo menos vou concentrar minhas forças em algo que ralmente valha a pena. Em algo que me faça feliz. Naquilo que me dê o prazer de acordar e saber que não perdi meu tempo, esforço e saúde fingindo ser quem não sou em uma busca eterna pela felicidade.

Um comentário:

Gui Maldotti disse...

As vezes paro pra pensar qual o maior problema da busca por algo...
e me vem na mente que talvez seja pq na maioria das vezes nós não sabemos o que relamente buscamos...