quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Dores de uma noite

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Desta vez já não ficava mais chateado. Descobri andando pela rua. Agora já não parecia tão silenciosa quanto antes, desta vez ela me encarava nos olhos, e eu retribuía da mesma maneira. O que antes tinha medo agora me acompanha, o que antes me observava hoje está sendo observado. Os pés incomodavam um pouco, era única coisa com qual me distraia.
Aquilo que me entristecia agora já era lembrança. Mas os pés doendo ainda significavam que eu tinha vida e não podia ficar perdendo tempo se lamentando. Ontem fazia pelas pessoas, hoje ando com minhas próprias pernas. O caminho era longo e poucos conseguem me acompanhar, tinha que acontecer, para eu mesmo poder enxergar. Paro um pouco e respiro. Eles já pararam de doer.

Um comentário:

Gui Maldotti disse...

OOpa! senti uam metáfora aí hein?! Confere?!